Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto apresentam as Valencianas

Espetáculo homenageia cantor e compositor pernambucano que divide palco com Orquestra no ano em que completa 40 anos de carreira.

 

No ano em que comemora 40 anos de carreira, Alceu Valença recebe homenagem da Orquestra Ouro Preto no espetáculo Valencianas. Sob regência do Maestro Rodrigo Toffolo, a Orquestra realiza três concertos em abril, com participação do cantor e compositor homenageado, em Belo Horizonte (quarta, 18, no Palácio das Artes); Ouro Preto (sexta, 20, no Centro de Convenções da UFOP) e Rio de Janeiro, (segunda, 23, no Teatro Oi Casa Grande). No segundo semestre, o espetáculo chega a São Paulo, Brasília, Recife e outras capitais.

 

Valencianas apresenta um recorte na biografia musical de Alceu Valença que, pela primeira vez, terá suas canções adaptadas para a música de concerto, sem descaracterizar a essência de sua obra e seu compromisso permanente com a cultura popular nordestina.  

 

O espetáculo começou a ser preparado em 2010, quando o maestro e o compositor foram apresentados, em Ouro Preto, por um amigo comum: o editor Paulo Rogério Lage, que há tempos acalentava proporcionar contornos sinfônicos ao cancioneiro de seu compadre Alceu. 

 

No verão de 2012, o maestro Toffoli e o arranjador e violinista Mateus Freire foram novamente ao encontro do homenageado, desta vez em Olinda, e voltaram com mais de quarenta músicas sugeridas por Alceu na bagagem. Dentre estas, foram escolhidas 14 para o espetáculo. 

 

O público terá a oportunidade de conferir a versão sinfônica de sucessos como Anunciação, Tropicana, Girassol, Coração Bobo, La Belle Du Jour e Sete Desejos, mas também de canções menos conhecidas como Talismã, Porto da Saudade, Acende a Luz, Sino de Ouro e Ladeiras. Esta última representa o eixo do espetáculo, a ponte que une artisticamente as ladeiras de Olinda e Ouro Preto. 

 

Mais que propor o diálogo entre a música erudita e a canção popular, Valencianas procura demonstrar a universalidade artística de Alceu e a diversidade de sua obra. De acordo com o maestro Rodrigo Toffolo, o "desafio é respeitar aquilo que torna a obra de Alceu Valença única. O espetáculo é grandioso e busca evidenciar a maestria do cantor e a nordestinidade inerente à sua obra, capítulo fundamental na história da música de nosso país, que contribuiu, inclusive, para a idéia de música popular brasileira que temos hoje", afirma. 

 

Para Alceu Valença, "num mundo dominado pela indústria do entretenimento, onde tudo é dinheiro e há pouco sentimento, a música de concerto é uma forma de transcendência. Este projeto representa uma nova vertente na minha carreira" - celebra o homenageado. 



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A LUNETA DO TEMPO EM GRAMADO

A Luneta do Tempo, filme escrito e dirigido por ALCEU VALENÇA, concorre ao Kikito do Festival de Cinema de Gramado. Com Irandhir Santos e Hermila Guedes nos papéis de Lampião e Maria Bonita, o filme reúne amor e cangaço, aboiadores, emboladores, violeiros, gruposde forró e cavalo marinho, poesia e circo. A saga revisita estas influências e as destrincha em versos e imagens. Mergulha no inconsciente dos cantadores anônimos, dos cegos arautos de feira, no universo da literatura de Cordel e expõe sua herança cultural, política e poética.

 

A SAGA - Severo Brilhante (Evair Bahia), o temido braço direito do bando de Lampião (Irandhir Santos) e Maria Bonita (Hermila Guedes), vive em permanente confronto com as volantes comandadas por Antero Tenente pelas caatingas do Nordeste. A mulher do tenente, a fogosa Dona Dodô (Ana Claudia Wanguestel) mantém um relacionamento extraconjugal com o circense argelino Nagib Mazola (Ceceu Valença) enquanto o marido se ocupa em perseguir os cangaceiros nas imediações de São Bento. Depois de uma batalha sangrenta, Nair (Khrystall), a mulher de Severo Brilhante, decide abandonar o cangaço e seguir junto com o circo.  Nagib Mazola logo conquista a cangaceira e desta união nasce um menino.  Ao mesmo tempo em que Nair dá à luz, nasce também o bebê de Dona Dodô.  Embora este venha a ser criado como filho de Antero, São Bento inteira sabe que o verdadeiro pai da criança é o sedutor Mazola.  Trinta anos se passam até que os jovens Antero (Charles Theony) e Severo (Ari de Arimateia) se encontrem na cidade.  Enquanto Antero torna-se um policial tão implacável quanto seu suposto pai, o sanfoneiro Severo sonha tornar-se o novo Luiz Gonzaga.

 

O conflito é acompanhado pelo desocupado Mateus Encrenqueiro (Helder Vasconcelos) e pelo poeta Severino Castilho (Tito Lívio). Contestador, iconoclasta e boêmio, Severino escreve um cordel sobre o improvável encontro de Maria Bonita e Lampião no paraíso, ao mesmo tempo em que ataca a igreja e propõe soluções para o povo do Nordeste. Após o regresso do Circo liderado pelo velho Mazola (Roberto Lessa), o confronto entre os irmãos se estabelece em pleno picadeiro. Um duelo repleto de magia e música, humor e tragédia, verdades e lendas, capitaneado pelo palhaço Véio Quiabo, interpretado por Alceu Valença. Espectadores e atores não sabem ao certo se sangue, teatro e cangaço são reais ou imaginários.

 

Nos versos do cordel, Lampião avisa: “Pela luneta do tempo, eu serei ressuscitado”. Em algum lugar do paraíso, Virgulino e Maria Bonita celebram a vida.



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